Hoje fala-se muito da importância de comunicar melhor no mundo do vinho, de mudar a imagem dos vinhos portugueses, de como o marketing é fundamental… Mas o que é o marketing de vinhos? Como pode ajudar os produtores vinícolas? Como passar da teoria à prática? 

Até há pouco tempo os produtores vinícolas sabiam que, nas garrafeiras ou à mesa do restaurante, alguém iria recomendar o seu vinho. Isso bastava para chegar aos seus clientes. Mas nos últimos anos o mundo mudou. O número de marcas explodiu, os volumes cresceram, as vendas globalizaram-se. E a forma como compramos vinho também mudou.

Hoje 80% das vendas de vinho é feita off trade, ou seja na distribuição ou internet. Perdidos frente às intermináveis prateleiras do supermercado, sem aconselhamento, os consumidores guiam-se pela ideia que tem da marca. Isto significa que cada vinho tem de ser capaz de brilhar por si, entre centenas de outros vinhos.

Criar uma marca que “fala” ao coração das pessoas tornou-se crucial para sobreviver. Por isso o marketing de vinhos deixou de ser visto como um luxo e passou a ser uma necessidade.

Mas afinal o que é o marketing de vinhos?

Alguns produtores dedicam tanto esforço à produção de um bom vinho que se esquecem que o processo não acaba no engarrafamento: continua até chegar à mesa do seu cliente. Ter algumas noções do que é o marketing é o primeiro passo na direção do sucesso do seu vinho.

Uma definição útil de marketing é que este consiste no uso planeado de todos os meios capazes de comunicar o valor de um produto ao consumidor, com o objetivo de o vender.

Os princípios gerais do marketing incluem:

1) Produto (o vinho): deve alinhar os seus pontos fortes com as necessidades do mercado

2) Posicionamento: determinar quem será o seu cliente  e onde vai vender

3) Preço: estabelecer um valor adequado

4) Promoção: divulgar junto do seu público-alvo.

Estes são os princípios fundamentais, os chamados “4 Ps do marketing”.

Os grandes produtores vinícolas conhecem a importância do marketing e geralmente têm departamentos internos para construir as suas marcas e promove-las no mercado. Mas para a maioria de pequenos e médios produtores isso é impraticável.

Por onde começar?

Construir uma marca e uma estratégia de marketing é um trabalho constante, de longo prazo. Se alguém na empresa se interessa pela marca, isso é o ideal. Mas é raro conseguir reunir todas as competências necessárias na mesma empresa.

Tal como pode ter que chamar um enólogo consultor ou um profissional especialista na vinha, o mesmo vale para o marketing de vinhos. Para pensar a marca, criar o design de rótulos, a escrita publicitária, o webdesign, a assessoria de imprensa, deve estabelecer parcerias com profissionais da área para construir uma marca forte.

Idealmente deve procurar profissionais experientes, capazes de partilhar a sua visão e trabalhar consigo a longo prazo em cada desafio da marca. Uma razão para evitar a tentação de fazer colaborações avulsas, pedir a um primo ou freelancer pontual: a marca exige ser pensada com um rumo e manter a coerência para que os clientes não se sintam defraudados. E para evitar gastar recursos e tempo em falsos caminhos ou becos sem saída.

Como pode isso mudar a minha vida na prática? 

Da mesma forma que criar um vinho é uma tarefa absorvente, também construir uma marca é um trabalho apaixonante. No fundo trata-se de transmitir ao consumidor a paixão que o move a criar um vinho, a sua visão, a sua essência.

E os resultados são visíveis: uma marca forte é uma propriedade valiosa. Destaca-o da concorrência e cria uma ligação duradoura com os seus clientes, que abre caminho a lançamentos futuros.

Cabe-lhe a si criar avançar para uma marca forte, capaz de impulsionar o seu vinho. Mãos à obra!

A Gavinha – Agência de Comunicação apaixonada pelo vinho e pela região do Douro, poderá detetar as suas necessidades e encontrar as soluções para a sua marca de vinho.

Encontre a sua base para crescer…

Agende uma reunião : info@gavinha.pt

 

Fonte : Vida Rural | Rita Monteiro

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